O poema é alquimia, transformação
chumbo que vira ouro no cadinho louco de um feiticeiro
estorvo que vira tesouro
saudade que vira canção
Um poema que revida à sorte
que cospe na cara da morte
lança a luz na sua vida escura...
beba as letras desse poema
são feitas do meu próprio sangue
têm o traço do meu coração demente
Meu amor estou doente
doente de você
Doença para a qual não quero cura
sandice, espécie rara de loucura
agora só me resta sofrer...
Gois Jr, 2009.
Esvasiamar
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Esvaziar
Descer até o fundo
Não saber quando dá pé
Tocar o chão pra impulsionar
Sem precisar tocar
No processo, na subida
Não precisa encher o peito ...
Há 2 meses


2 comentários:
De muito bom gosto esse poema... Admiro su intelectuo!
Este poema seu me fez lembrar a magnífica Martha Medeiros. Um belo dia, lendo o jornal O Globo, no qual ela tem uma coluna diária, fui presenteada (eu e mais milhares de brasileiros) com uma espécie de poema-sem-sentido-com-sentido da Martha. Ela começava dizendo que tinha acordado mal, que não queria trabalhar. E seguia: "prefiro contemplar o desenho que a luz do sol faz no meu corpo passando pela janela do quarto... prefiro a canção dos rouxinóis que me acordaram..." etc. No fim, "sem querer", ela fez um poema, um belo poema "alquímico".
Parabéns pela sensibilidade. Um cheiro!
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